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Mindfulness: BBC

Meditação: controlo da mente?

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É difícil falar da intemporal beleza e riqueza do momento presente quando tudo acontece tão rapidamente hoje em dia. Mas quanto mais rapidamente as coisas acontecem, mais importante se torna habitarmos o intemporal. Caso contrário, podemos perder o contacto com dimensões da nossa humanidade que fazem toda a diferença entre a felicidade e a infelicidade, entre a sabedoria e a ignorância, entre o bem-estar e a confusão constante que acontece na nossa mente, no nosso corpo e no nosso mundo, e a que nos iremos referir como um ‘mal-estar’. Porque este nosso descontentamento é mesmo uma doença, apesar de não nos parecer. Às vezes referimo-nos coloquialmente a este tipo de sentimentos e condições, que são um tipo de ‘descontentamento’, como stress. E estes sentimentos normalmente são dolorosos. Pesam-nos. E implicam sempre um sentimento latente de insatisfação.
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Em 1979 fundei uma Clinica de Redução de Stress. Olhando agora para trás no tempo, penso: “Que stress?” tanto o nosso mundo mudou, tanto se acelerou o ritmo das nossas vidas e tantos perigos aparecem hoje em dia à nossa porta.
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E precisamente o que pretendemos desenvolver na nossa Clínica é permitir que (…) não daqui a muitos anos se finalmente obtenha um sentimento de ter atingido algo de importante, se tenha saboreado a beleza intemporal da atenção meditativa e de tudo o que ela tem para oferecer (levando-nos em ultima análise a levar uma vida muito mais tranquila e satisfatória), mas sim a acedermos a essa intemporalidade neste mesmo instante – porque ela já nos está imediatamente acessível, mesmo debaixo dos nosso nariz, por assim dizer – e ao fazê-lo, ganhar acesso aquelas dimensões do possível que só nos estão neste momento inacessíveis porque nos recusamos a estar presentes, porque estamos seduzidos, entretidos ou assustados com o futuro ou o passado, levados por um conjunto de eventos e pelos padrões típicos das nossas reacções e da nossa dormência, atendendo aquilo a que classificamos de “urgente”, enquanto perdemos o contacto com o que genuinamente é importante, de facto vital para o nosso bem estar, para a nossa sanidade e mesmo para a nossa sobrevivência.

Nós fizemos da nossa absorção constante pelo passado e pelo futuro um hábito tão forte que, a maior parte do tempo, não temos qualquer noção do momento presente. Como tal, podemos sentir que temos muito pouco controlo, se é que algum, sobre os altos e baixos das nossas vidas e das nossas próprias mentes.

Jon Kabat-Zinn, Coming to our Senses – Healing Ourselves and the World Through Mindfulness

Mark Williams: Stress e meditação Mindfulness (atenção plena)

O Professor da Universidade de Oxford Mark Williams fala sobre o stress e o seu impacto nas nossas vidas, a propósito da campanha que está  a decorrer no Reino Unido chamada: “Be Mindful“.

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O nosso cérebro no trabalho

No seu novo livro “Your Brain at Work” o coach David Rock retrata a história de duas pessoas durante um dia no escritório, relatando o que é que está a acontecer nos seus cérebros e porque é que é tão difícil que eles se concentrem e sejam produtivos. Ele não explica apenas porque é que as coisas podem correr mal, mas também como podemos treinar os nossos cérebros para melhorarmos o nosso raciocínio e a nossa performance no trabalho. Baseado em entrevistas com 30 neurocientistas, ele desenvolveu estratégias para nos ajudar a trabalharmos o dia inteiro de forma mais inteligente.

Poderemos aprender como: 

– maximizar a nossa energia mental, ao entendermos as limitações do nosso cérebro;

– ultrapassar distracções

– melhorarmos o nosso focus ao entendermos a natureza da nossa atenção

– reduzir níveis de stress com técnicas baseadas na forma de funcionamento do nosso cérebro

– melhorar a forma como colaboramos ao entendermos as necessidades sociais do nosso cérebro.

Coming to Our Senses: Healing Ourselves and the World Through Mindfulness

Jon Kabat-Zinn, autor do também aclamado livro “Wherever You Go, There You Are” mostra como o poder da atenção plena (“mindfulness”) pode trazer profundas mudanças às nossas vidas pessoais. Numa altura em que o stress continua a impactar diariamente a nossa vida, cada vez mais nos viramos para antigos métodos contemplativos, já testados pela ciência, para reduzir o stress e nos tornarmos mais atentos e saudáveis nas nossas vidas do dia-a-dia.

Jon Kabat-Zinn tem estado desde há decadas na dianteira de um movimento mente/corpo e na subsequente revolução ocorrida na medicina e nos cuidados de saúde, desmistificando este movimento e trazendo-o para o público em geral.

Neste livro, ele partilha a sua crença de que cada indivíduo tem a capacidade de mobilizar recursos profundos e inatos para continuamente aprender, crescer e se curar e transformar através do desenvolvimento da sua atenção (“mindfulness”).

Dividido em 8 partes, o livro contém histórias sobre a experiência pessoal e profissional do próprio Kabat-Zinn para ilustrar as possibilidades que esta prática implica. O livro oferece ainda um conjunto de ensinamentos relevantes sobre como usar os nossos cinco sentidos – toque, o olfacto, a visão, o paladar e o odor – como um caminho para uma vida mais saudável, sã e significativa.

Link Amazon (Reino Unido) para a edição do livro: “Coming to Our Senses: Healing Ourselves and the World Through Mindfulness”

The Alexander Technique

Frederick Matthias Alexander nasceu na Austrália em 1869 e na sua juventude ele demonstrou uma grande apetência e talento como actor, contudo enfrentou um grande obstáculo face às suas ambições no teatro: problemas com a sua voz chegavam por vezes a impedi-lo de sequer falar durante algumas das suas actuações. Estes problemas acabaram por se tornar tão severos que ele ponderou abandonar a sua carreira enquanto actor. Foi contudo nesta altura que ele se apercebeu do facto de que as suas dificuldades vocais apenas aconteciam quando ele estava em palco e não nas restantes situações do seu dia-a-dia. Conclui por isso que estaria a fazer algo de diferente com a sua voz quando estava em palco e que seria este “algo de diferente” que lhe causaria as dificuldades que ele enfrentava.

Com esta hipótese em mente, ele começou a fazer experiências e a observar-se a si próprio enquanto falava e recitava os seus textos. Foi então que ele descobriu que a sua teoria estava apenas parcialmente correcta. Primeiro, não era “algo de diferente” que ele fazia durante as suas actuações que causava os seus problemas vocais, mas uma forma habitual de interferir com a sua coordenação que estava presente em tudo o que ele fazia. Ele simplesmente fazia mais desse “algo de diferente” enquanto actuava. Em segundo lugar, não era algo que ele fazia especificamente com a sua voz, mas antes a forma como “ele se usava a si próprio de uma forma integral” que era a raiz dos seus problemas.

Foi então através então de uma persistente e sistemática auto-observação que Alexander eventualmente descobriu princípios básicos de coordenação humana e que desenvolveu numa técnica que poderia ser usado em qualquer altura e em qualquer local e que lhe assegurava a melhor qualidade da sua performance em qualquer tarefa que ele estivesse a levar a cabo, incluíndo mas não apenas, as suas performances no teatro.

Mais informações: http://www.alexandertechnique.com/

This Emotional Life, documentário PBS – Stress & Ansiedade