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Dor e mudança

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A dor não aparece nas nossas vidas sem razão.

Ela é um sinal de que algo tem de mudar. 

Mandy Hale

Bem estar e sofrimento: estados mentais

Um dos mais essenciais conhecimentos, e que forma a base de toda a psicologia Budista, é a ideia de que quer a felicidade quer o sofrimento são são estados mentais e de que portanto as suas causas também deverão ser sobretudo mentais. O principal objectivo da psicologia Budista é então ajudar a entender que tipos de fenómenos mentais levam a estados de bem estar e que tipo de fenómenos levam ao sofrimento, ao mesmo tempo que providencia os instrumentos e métodos necessários para reduzir os estados negativos e aumentar os positivos.

The Lost Art of Compassion

Sê o teu próprio terapeuta

Passamos as nossas vidas seduzidos pelo mundo exterior, acreditando sem questionar que a felicidade e o sofrimento vêm “de fora”. Na realidade, os ensinamentos Budistas explicam que a felicidade/sofrimento vêm da forma como percebemos e interpretamos as coisas, e não das coisas em si. Este errado preconceito está na origem de vários sentimentos como a nossa insatisfação, dúvida interior, raiva, depressão ou ansiedade…

Mas as nossas mentes podem mudar.

Ao nos tornarmos familiares com a forma como o nosso próprio processo cognitivo funciona, através da introspecção, aprendemos a desconstruir – sendo de facto, os nossos próprios terapeutas – e podemos por isso libertar-nos destas neuroses, fazendo assim crescer o nosso enorme potencial para o bem-estar, a claridade e a coragem que estão no centro do nosso ser.

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O nível mais profundo da mente

“A grande inovação que o Budismo nos traz não é reconhecer o sofrimento que existe numa vida normal, mas sim relevar o facto de que este não é intrínseco à psique humana. Pesquisas científicas recentes demonstraram que estes estados aflitivos da mente podem ser significativamente reduzidos através da prática.

Mas o Budismo faz uma afirmação ainda mais arrojada: a de que a mente, no seu nível mais profundo, tem uma natureza de luminosidade que está totalmente livre destes estados aflitivos. E essa é uma grande hipótese.

Neste momento ainda não a podemos testar, mas estamos a percorrer esse caminho.”

B. Alan Wallace

Fonte

O fim do sofrimento, por Eckhart Tolle

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Apenas quando tivemos já suficiente sofrimento na nossa vida, conseguimos dizer: “Não “preciso” de sofrer mais…”

O sofrimento é por isso um excelente professor, e inclusivamente, o único mestre espiritual para a maioria das pessoas…

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(…) essa foi aliás a mensagem do Buda já há mais de 2600 anos atrás, de que pode existir um fim para o sofrimento, para o sofrimento que é auto-infligido… Recordem-se que são os pensamentos, são acima de tudo os nossos pensamentos que nos fazem sofrer… Normalmente não é uma situação em específico, mas sim a nossa interpretação dessa situação, a causa do nosso sofrimento…

Thich Nhat Hanh


Apenas determo-nos no presente nos pode libertar. Temos de olhar para o nosso sofrimento, o nosso desejo. E quando virmos a sua cara, iremos sorrir-lhe:

Já não me podes fazer mais teu prisioneiro.