Posts Tagged ‘ Respiração ’

Tempo para meditar

Se tens tempo para respirar, tens tempo para meditar.

Ajahn Chah

Sakyong Mipham Rinpoche: Corrida e Meditação

Sakyong Mipham Rinpoche discute a sincronia entre mente e corpo no contexto do desporto, da meditação, da respiração e da corrida, falando sobre a relação entre a mente e o corpo e notando que no Ocidente, “mente e corpo têm por vezes sido separados“.

Ele argumenta também que “deveríamos ser capazes de meditar em qualquer lugar” e fala por isso de como aplicar esta ideia à corrida.

Apego

Apegarmo-nos a algo seria como apegarmo-nos a cada inspiração e expiração.

Sufocaríamos.

Deepak Chopra

Respiração é vida

Source

Respirar é um processo não-conceptual, algo que pode ser experienciado directamente sem a necessidade da racionalização. Além disso, é um processo bastante “vivo”, um aspecto da vida em constante mudança. A respiração acontece em ciclos – inalação, exalação, inspirar, expirar.

É por isso um modelo em miniatura da própria vida.

Bhante Henepola Gunaratana, “Breathing

Como meditar? Observar a nossa respiração

Uma das mais simples técnicas de meditação consiste em observarmos a nossa respiração.

.

Meditação: o papel da respiração

Quanto tento repousar a minha atenção sobre a minha respiração, sinto que estou a interferir e a interromper a minha normal respiração. O que devo fazer?

Esta não é uma situação rara. Durante o nosso dia-a-dia normal, respiramos sem fazer qualquer esforço; depois quando tentamos fazê-lo conscientemente, as nossas inspirações e expirações subitamente parecem-nos bloqueadas, mais curtas ou de alguma forma, restrictas. Os nossos corpos sabem bem com respirar sem instruções, mas pode nos bem parecer que temos de aprender a respirar novamente.

Uma razão para esta situação tem que ver com o facto de subitamente nos termos tornado “naquele que respira”. A nossa atenção plena (“mindfulness”) sobre a respiração trouxe consigo algo mais, uma camada de auto-consciência, que trouxe consigo uma tensão e incerteza. Podemos estar a esforçar-nos demais neste ponto. Esta auto-consciência disfarçada de atenção plena frequentemente manifesta-se como um esforço para controlar a respiração. Observemos se assim é. Há sabedoria a ser ganha em vermos como transferimos os nossos padrões de controlo, ansiedade e auto-consciência para a nossa prática meditativa. Aprendermos a desfazer alguns destes padrões na nossa prática é um passo importante para aprendemos a soltarmo-nos deles nas outras situações das nossas vidas.

É importante recordarmos que não existe uma respiração “certa”. Se trouxermos connosco a ideia de que a nossa respiração deve ser profunda e completa quando na realidade é mais superficial e intermitente, encontramos logo um problema. Em certas circunstâncias a nossa respiração é longa, por vezes curta, por vezes pode parecer liberta, outras vezes restricta. A nossa prática deve ser estarmos presentes com a nossa respiração, tal como ela é, aprendendo a deixarmo-nos libertar de “como as coisas deveriam ser”. A atenção plena sobre a respiração é uma prática que consiste em harmonizarmos a nossa atenção com o que é, neste momento. Curta, longo, profunda, superficial, todas estas são respiração “certas”. Confiemos nos nossos corpos, eles sabem do que necessitam.

Certas pessoas começam a meditar com um histórico de dificuldades respiratórias, como asma.  E no momento em que eles conscientemente trazer a sua atenção para a sua respiração, a sua história emocional associada à respiração vem para o lugar central das suas consciências. E dão por si a debater-se com a respiração na meditação tal como o fizeream durante a sua vida. O medo de não ter uma respiração suficiente para suster a vida serve para tornar cada respiração um processo cada vez mais dificil. Mas a nossa meditação deve ser baseada na tranquilidade e no relaxamento. Se tivermos associações históricas com a nossa respiração que nos distraiam particularmente, pode ser útil adoptar por um período de tempo um outro objecto de atenção, como os sons. Recordemos que é o desenvolvimento da atenção que é essencial e que o objecto com o qual praticamente este desenvolvimento é acessório…

Há medida que começamos a desenvolver uma atenção plena sobre a respiração, frequentemente vemo-nos como um “respirador”, independente da respiração em si. Devemos dirigir a nossa prática para que eventualmente eliminemos esta separação e a nossa atenção se foque totalmente na respiração em si. Aí a respiração começa a “respirar-se a si própria” e começamos a experenciar uma calma profunda, concentração e tranquilidade. Quando respiramos, apenas respiramos. Há medida que a nossa prática se vai desenvolvendo, aprendemos a deixar ir muita da bagagem emocional e psicológica que rodeia muito do que fazemos na nossa vida. É importante ser paciente neste processo. A atenção plena sobre a respiração é uma prática de intimidade paciente, aprendendo a estar cada vez mais e mais próximo do simples processo de respiração.

Sem nos tornarmos demaisado estratégicos ou sem sentir que existe algum problema que deve ser resolvido, existem algumas formas de experimentar deixar ir alguma da tensão que pode rodear a nossa respiração. Podemos experimentar concentrarmo-nos apenas na área do nosso lábio superior e das nossas narinas. Notemos simplesmente a sensação da nossa respiração a entrar e a sair do nosso corpo. Libertemo-nos de qualquer expectativa de que a nossa respiração deva ser mais profunda do que aquilo que é. Mantenhamos-nos simplesmente atentos da frescura das nossas inspirações e do tom quente das nossas expirações. Se notarmos que ainda existe alguma tensão na nossa respiração, viremos a nossa atenção para os sons. De novo, não procuremos os sons, apenas sejamos receptivos para os sons próximos e mais afastados que ouvimos. Depois tragamos de volta a nossa atenção à respiração novamente. Analisemos se aquela qualidade de abertura que trouxemos para a nossa audição pode ser trazida para a nossa atenção sobre a respiração. Sintamos se é apenas possível receber as nossas respirações.

O nosso corpo está a respirar; confiemos nele, deixemo-lo estar simplesmente como ele está.

Link para o artigo original

Respiração

Algumas pessoas praticam durante toda a sua vida simplesmente prestando atenção à sua respiração. Tudo o que é verdade sobre alguma coisa, é também verdade sobre a respiração: é impermanente, ela surge e depois termina. Contudo, se não respirássemos, ser-nos-ia desconfortável; até que inspirássemos e aí sentir-nos-iamos confortáveis de novo.

Mas se nos apegarmos à nossa inspiração, deixamos de estar confortáveis e temos de expirar novamente.

A mudança, a mudança em todos os momentos.

Link para o artigo original