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Hábitos

Toda a nossa vida, enquanto tiver uma forma definida, é uma massa de hábitos.

William James,  falando a professores e alunos de psicologia sobre alguns dos seus ideais de vida

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Actualidade

Sem meios para desenvolvermos as qualidades que dão sentido à vida e que nos trazem uma genuína paz e um genuíno bem estar, ficamos à mercê de publicitários, comprando coisas e procurando entertenimento para encontrarmos a felicidade porque ansiamos. Alguns de nós tentam obtê-la através de comprimidos com um efeito sobre o funcionamento químico dos nossos cérebros, ou então somos deixados à mercê dos nossos pensamentos sobre a nossa infância, a nossa auto-estima, as nossas limitações e a nossa capacidade de ligar com a satisfação do maior número de desejos que conseguirmos. Sem um enfoque real no amor, na compaixão, no contentamento e na alegria, somos deixados com uma abordagem muitíssimo limitada à psicologia, que é útil em nos ajudar com certas condições patológicas, mas praticamente inútil no que diz respeito a vivermos vidas completas e a ensinarmos as nossas crianças a fazê-lo igualmente. 

The Lost Art of Compassion

Controlo da mente

Actualmente, as pessoas estudam e treinam para se treinarem psicólogos. Mas a ideia do Buda Shakyamuni era a de que todos nos deviamos tornar psicólogos. Cada um de nós deve conhecer a sua própria mente; deve tornar-se o seu próprio psicólogo. E isto é claramente possível; cada um de nós tem a capacidade de entender a sua mente. E quando entendemos a nossa mente, o controlo surge naturalmente. 

The Lost Art of Compassion

William James

“A minha experiência é aquilo em que eu aceito participar.”

William James

Uma frase sábia, de um dos fundadores da psicologia moderna. As coisas a que decidimos dar atenção na nossa mente – positivas ou negativas – em última análise, tornam-se na forma como criamos a história da nossa vida.


O Cérebro de Buda: A Neurociência prática da Felicidade, do Amor e da Sabedoria

As associações entre a fisiologia do cérebro e a forma como espiritualmente as pessoas se sentem, tem sido um terreno fértil para investigadores e escritores. O neuropsicólogo e professor de meditação Rick Hanson sugere que um entendimento da forma como o cérebro funciona, em conjunto com ensinsamentos budistas com mais de 2500 anos, podem ajudar os leitores a serem mais felizes.

Ele explica como é que o cérebro evoluiu para manter os humanos livres de ameaças externas, ainda que simultaneamente tal tenha resultado numa tendência para um negativismo intrínseco, que nos nossos dias já não serve para nos defendermos das ameaças naturais, mas antes nos cria sofrimento. Citando a conclusão do psicólogo Donald Hebb de que “neutrões que disparam juntos são neutrões que se juntam” Hanson argumenta que o funcionamento do cérebro pode ser condicionado pela meditação e por certas práticas simples que permitem o desenvolvimento do nosso bem-estar.

Conceitos budistas clássicos como os três treinos – “mindfulness” (atenção plena), acções virtuosas e sabedoria – providenciam o enquadramento para a abordagem de Hanson.

Escrito em colaboração com o neurologista Richard Mendius, o livro inclui descrições e diagramas do funcionamento do cérebro e instruções claras guiam o leitor em direcção ao desenvolvimento de pensamentos e emoções mais positivas. Apesar de algumas passagens mais complexas sobre certas forma de funcionamento da fisiologia do cérebro, este encorajador guia para o funcionamento do nosso cérebro oferece informação útil suportada por pesquisas científicas, assim como passos para mudarmos certos padrões de comportamento instintivos, através do caminho Budista.

Link Amazon (Reino Unido) para a edição (em inglês) do livro: “Buddha’s Brain: The Practical Neuroscience of Happiness, Love, and Wisdom”