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Sem medo

Nunca deves permitir que os teus medos te impeçam de fazer o que tu sabes estar certo.

Aung San Suu Kyi

 

Crescimento interior

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Escolhe sempre a opção que mais te assusta… porque é essa que vai exigir mais de ti.

Caroline Myss

Emoções negativas

As nossas emoções negativas são sinais da esperança que temos de que o mundo vá cumprir as nossas expectativas e medo de que tal não aconteça.

Sakyong Mipham Rinpoche

Sem medo (Ajahn Brahm)

Medo

Defendermo-nos a nós próprios dos nossos medos apenas nos assegura que iremos, um dia, ser conquistados por eles; os medos têm de ser enfrentados.

James Arthur Baldwin

Culpar os outros: uma consequência do medo

Sempre que falhamos com os outros, seja manifestando raiva, seja dando a impressão de estarmos sempre certos ou mesmo simplesmente tendo um discurso imprudente, tal é frequentemente baseado no medo. Podemos nem sequer estar cientes dos nossos medos, mas se olharmos profundamente, podemos descobrir o medo de rejeição, da perda do controlo, da falta de valor ou o medo da perda de ligação ao outro.

Mas contermos o nosso medo não é suficiente – em si mesmo, é apenas uma mudança de comportamento – e não representa uma alteração ou transformação, uma “cura” para o problema.

Apenas descobrindo e conscientemente entrando na nossa mente, acolhendo os nossos próprio medos com curiosidade e compaixão, podemos entrar novamente em contacto com a nossa própria natureza última.

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Confrontar o nosso enviesamento negativo natural (2/2)

Corpo e cérebro tornam-se “negativos

Consequentemente, o nosso corpo reage normalmente de forma mais intensa a estímulos negativos do que a estímulos positivos de igual intensidade.  Por exemplo, uma dor intensa por ser originada a partir de todo o corpo, mas o prazer intenso apenas pode ser originado (na maioria das pessoas) pela estimulação de certas zonas específicas. No nosso cérebro, existem sistemas separados (ainda que interajam) para os estímulos negativos e positivos. A uma escala maior, o hemisfério esquerdo como que se especializou em experiências positivas e o direito em experiências negativas (o que faz sentido, dado que o hemisfério direito está especializado no processamento visual-espacial, pelo que está apetrechado para localizar e gerir ameças vindas do ambiente que nos rodeia).

Os estimulos negatives produzem mais actividade neuronal do que os estimulos positivos igualmente intensos. Eles também são percebidos mais fácil e rapidamente. Por exemplo, em estudos científicos os sujeitos mais rapidamente conseguem identificar “caras zangadas” do que “caras felizes”, mesmo que as imagens de ambas sejam mostradas a uma mesma altíssima velocidade (um décime de segundo) o que basicamente implica que não pode haver um reconhecimento consciente das caras… O que acontece é que o nosso antigo sistema límbico de luta-ou-foge ainda consegue ser activado pelas “caras zangadas”.

O alarme dos nossos cérebros – a amígdala – usa cerca de 2/3 dos seus neurões para procurar más notícias; está preparada para “ser negativa”. Uma vez soado o alarme, os eventos e experiências negativas rapidamente eficam armazenados na nossa memória – em contraste com os eventos e experiências positivas, que normalmente precisam de ser contempladas durante dez ou mais segundos, para que possam ser transferidas da nossa memória de curto-prazo para os arquivos de mais longo prazo. Na realidade, o cérebro é como Velcro para as nossas experiências negativas e como Teflon para as nossas experiências positivas. E é por esta razão que os cientistas descobriram que os animais, assim como os humanos, normalmente aprendem mais rapidamente a partir da dor do que do prazer.

O que fazer?

Para manter os nossos antepassados vivos, a Mãe Natureza fez um nosso cérebro evoluir que rotineiramente enganou para que cometesse três erros: sobre-estimasse as ameaças, sub-estimasse as oportunidades e sub-estimasse os recursos. Esta é uma óptima forma de garantir a passagem dos nossos genes, mas uma péssima forma de promover a nossa qualidade de vida.

Portanto, para começar, estejamos atentos (“mindfull”) ao grau a que o nosso cérebro está programado para nos fazer ter medo, programado para que nos desloquemos com um certo grau constante de ansiedade para nos manter sempre alertas. E programado para dar relevância a qualquer má notícia num conjunto enorme de informação, para ignorar qualquer notícia que nos tranquilize e para que continuemos a pensar na única coisa negativa que ocorreu durante todo um dia em que ocorreram 100 coisas e 99 foram neutrais ou positivas.

Adicionalmente, estejamos também atentos (“mindfull”) às forças que em nós fazem disparar o nosso alarme interno – seja um familiar que nos ameaça com uma punição emocional ou um político que nos fala dos perigos constantes de um ataque vindo do exterior. Devemos então reflectir se estas ameaças são válidas – ou se são exageradas ou até mesmo vazias, enquanto dão pouca importância ou ignoram mesmo o contexto de oportunidades e recursos mais vasto que também existe. Perguntemos a nós próprios o que é que estas ameaças podem ganhar com o facto de fazerem soar o nosso alarme.

A atenção (“mindfulness”) sobre a forma como o nosso cérebro funciona e os mecanismos da promoção do medo são disparados pode em si tornar-nos menos permeáveis ao medo desnecessário.

Aí, deixaremos de ser tão vulneráveis à intimidação por parte de tigres que na realidade estão desproporcionados e não passam de figuras de papel…

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