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Dalai Lama: “O Universo Num Átomo”

Um encontro entre ciência e espiritualidade

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Desde a emergência da ciência moderna, a humanidade tem mantido um compromisso entre espiritualidade e ciência como duas importantes fontes de conhecimento e bem-estar. Por vezes, a relação foi estreita – uma espécie de amizade – enquanto noutras foi glacial, com muitas pessoas a considerarem as duas incompatíveis.

Nos nossos dias, ciência e a espiritualidade têm a possibilidade de se encontrar mais perto do que nunca e de iniciar uma aventura colaborante que pode ser muito frutuosa para ajudar a humanidade a responder aos desafios que se lhe apresentam. Estamos todos juntos nisto.

Possa cada um de nós, como membro da família humana, responder à obrigação moral de tornar esta colaboração possível. É este o meu apelo sincero.

De O Universo num Átomo

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Com honestidade, humildade e respeito desarmantes, SS o Dalai Lama explora a relação entre religião e ciência e sugere que ambas se podem afirmar e enriquecer os conhecimentos uma da outra.

Ao justapor os ensinamentos budistas tradicionais e as descobertas da física e da biologia modernas, imprime uma profunda espiritualidade ao debate sobre temas tão controversos como as origens do universo, a natureza da consciência humana, a evolução da espécie e a engenharia genética.

Karen Armstrong

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Link Wook para Dalai Lama: “O Universo Num Átomo”

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Karen Armstrong

Cada um de nós não pode limitar o seu sentimento de compaixão apenas aos membros do nosso próprio grupo, nação…

Amem os vossos inimigos

Jesus Cristo

Nós formamo-vos em tribos e nações… para que vocês se possam conhecer.

Corão

Regra dourada

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Enunciada por Confúcio, 5 séculos antes de Jesus Cristo,

Não trates os outros como não querias que te tratassem a ti.

Uma noite com Karen Armstrong

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Karen Armstrong é neste momento uma das mais ouvidas vozes em assuntos religiosos, sobretudo no que diz respeito à instersecção entre religião e secularismo na vida contemporânea.

Nesta entrevista, fiel ao que vem sendo o seu percurso, ela explora basicamente as ideias que o Islão, o Judaísmo e o Cristianismo têm em comum e que afectam o mundo actual.

Carta para a Compaixão

Juntem-se a milhares de vozes no mundo inteiro em www.charterforcompassion.org subscrevendo a Carta para a Compaixão.

A Carta junta vozes de pessoas de todas as religiões. Pretende recordar o mundo que, apesar de todas as religiões serem diferentes, todas elas partilham as ideias essenciais de compaixão e a Regra Dourada (“Não faças aos outros, o que não gostavas que te fizessem a ti.”)

A Carta mudará o tom das conversas sobre religião. Será uma chamada de atenção para o mundo.

A responsável por este movimento é a vencedora de um prémio TED, Karen Armstrong. Para quem achou interessante a ideia, aqui fica a intervenção que lhe valeu este prémio.

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Karen Armstrong: “Buddha”

As prateleiras das livrarias podem estar cheias de livros sobre Budismo, mas a história do próprio Buda tem permanecido obscura, apesar dos mais de 2.500 anos de influência sobre a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Numa tentativa de rectificar este estado de coisas, e para tornar o Buda e o Budismo acessíveis aos ocidentais, Karen Armstrong – a autora de “Uma História de Deus” – escreveu uma sofisticada e pouco convencional biografia sobre uma das mais influentes personagens de todos os tempos. O próprio Buda lutou contra o culto da personalidade e as escrituras Budistas foram-lhe fiéis, dando poucos pormenores sobre a sua vida e a sua personalidade. Contudo Karen Armstrong procurou nas primeiras escrituras, bem como em biografias posteriores, para nos apresentar uma explicação da paisagem cultural do 6.º século AC, criando um livro que é uma mistura de biografia, história, filosofia e mitologia.

Com 29 anos, Siddhartha Gautama abandonou o seu palácio onde vivia rodeado de todos os cuidados e prazeres, partindo para se juntar a um crescente número de monges errantes que procuravam uma iluminação espiritual durante um conturbado período da história mundial. Armstrong dá-nos um retrato do percurso de Gautama pelo yoga e pelo ascetismo, contextualizando-o à luz dos diferentes ensinamentos religiosos da época. Em muitas partes do mundo, durante esta época que ficou conhecido por Período Axial, novas religiões foram aparecendo como resposta a um fenómeno crescente de urbanização e força dos mercados. Contudo, todas partilhavam um impulso comum – colocar a fé cada vez mais no indíviduo que procurava o seu interior profundo, em vez de num qualquer controlo mágico. O Taoismo e o Confucionismo, o Induismo, o monoteismo no Médio Oriente e no Irão e o Racionalismo Grego estavam todos a emergir quando Gautama fez o seu obstinado percurso em direcção à Iluminação sobre a árvore Boddhi, e nos 45 anos posteriores, ensinou ao longe das margens do rio Ganges.

Armstrong, no seu estilo inteligente e claro, rapidamente aponta a relevância do Buda para o nosso próprio tempo de transição, luta e vazio espiritual quer na sua abordagem – baseada no cepticismo e no empirismo –, quer nos seus ensinamentos.

Apesar da falta da habitual documentação histórica, Armstrong escreveu uma descrição rica e reveladora, quer de um momento único na história, quer de um homem pouco comum. Buda é uma introdução fantástica para os interessados nas origens e nos fundamentos do Budismo.

Crítica de Lesley Reed

Link Amazon (Reino Unido, versão em inglês) para o livro