Posts Tagged ‘ Emoções ’

A Vida Emocional do Nosso Cérebro: como os seus padrões únicos afectam a forma como pensamos, sentimos e vivemos – e como os podemos mudar

Este antecipado livro por um dos pioneiros científicos da pesquisa científica sobre o cérebro oferece-nos um novo modelo das nossas emoções: as suas origens, o seu poder e a sua maleabilidade.

Durante trinta anos, Richard Davidson tem sido um pioneiro na pesquisa científica sobre o cérebro. Agora, ele dá-nos um modelo inteiramente novo para entendermos as nossas emoções, assim como estratégias práticas para as mudarmos.

Davidson descobriu que a personalidade é composta por seis estilos emocionais básicos, que incluem resiliência, auto-consciência e atenção. A nossa impressão digital emocional resulta do ponto em que estamos no contínuo de cada um destes estilos. Ele explica-nos a química cerebral que está por detrás de cada estilo para nos dar um novo modelo do cérebro emocional, um que vai tão longe que afectará a forma como tratamos condições como o autismo e a depressão. E, finalmente, ele dá-nos também estratégias que poderemos usar para mudarmos os nossos próprios cérebros e emoções – se isso for o que quisermos fazer.

Co-escrito com a autora de best-sellers Sharon Begley, este original e excitante livro dá-nos uma nova e útil forma de olharmos para nós próprios, de desenvolvermos um sentimento de genuíno bem-estar e de vivermos vidas com mais significado.

Link Amazon para o livro (versão em inglês)

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Importância da dopamina

Receptor de dopamina

Provavelmente 99.9% das vezes que libertas dopamina não tens noção nisso, mas curiosamente também és dominado 99.9% pelas informações e emoções que ela passa a outras partes do teu cérebro.

Read Montague, Baylor University

Paul Ekman: Informação útil sobre emoções

Paul Ekman: Todos temos as mesmas emoções básicas?

Meditação e Trauma

Quando uma emoção, sensação ou memória difícil surge, aprendamos a gerir essa dor de forma incremental. Para fazer isto, foquemos a nossa atenção numa parte do nosso corpo com a qual nos sintamos confortáveis ou neutrais. Sintamos este conforto durante uns minutos. Depois, lentamente, movemos a nossa atenção para a tal emoção difícil. Sintamos essa emoção durante um minuto e depois movamos novamente a nossa atenção para a zona confortável. Continuemos a mover a nossa atenção para trás e para a frente entre estas duas áreas. Esta forma gradual de re-experimentar a emoção dolorosa pode modular a intensidade da emoção e criar um sentimento de domínio sobre o sentimento inicial.

Amy Schmidt & Dr. John J. Miller, “Healing Trauma with Meditation

As fundações neurológicas da Inteligência Emocional

  • Entender os sistemas cerebrais envolvidos em: auto-consciência, motivação e recuperação emocional
  • Entender como é que as experiências da infância influenciam a expressão dos genes e o desenvolvimento neuronal
  • O cérebro pode ser treinado para uma vida menos stressante e mais feliz
Os cérebros são sistemas altamente variáveis e que mudam em função da nossa experiência. As neuro-ciências contemplativas provaram já que nós temos o poder de guiar o próprio desenvolvimento do nosso cérebro – para podermos cultivar qualidades como a felicidade e a compaixão. Neste acessível diálogo, Goleman e Davidson explicam a ciência por detrás das nossas emoções. Detalhando os efeitos neurológicos da contemplação, eles mostram-nos como é que podemos activar os nossos cérebros para recuperar do stress e da ansiedade, assim como conquistar os nossos medos. Goleman e Davidson mostram-nos uma nova visão para a educação emocional em qualquer idade.

O valor do retiro em solidão (2/2)

Chegamos a um ponto em que as pessoas já conseguem ver o valor de praticarem em grupo, mas ainda é difícil verem o valor de estarem em solidão.

Há qualquer coisa de muito poderoso no facto de se meditar em grupo – descobrindo uma comunidade e uma disciplina que as pessoas podem não ter individualmente. Num retiro em grupo, o contexto é fornecido, um enquadramento de disciplina rodeia-nos e somos capazes de praticar de uma forma sustentada que poderiamos pensar ser impossível de outra forma. Começamos a ver muitos dos nossos padrões habituais nos relacionamentos com os outros e começamos a descobrir novas formas de nos relacionarmos. Aprendemos por exemplo a estar com os outros em silêncio. Isto é uma descoberta enorme para algumas pessoas. Portanto existem enormes benefícios no facto de se praticar em conjunto, especialmente para as pessoas que estão numa fase mais inicial da sua prática.

Mas algo acontece num retiro em solidão que não pode acontecer numa situação de grupo, e certamente não acontece durante a prática individual em casa. O vermos por nós próprios que dentro de cada um de nós, está a nossa natureza de Buda. E o que é esta natureza de Buda? É uma mente que é aberta e completamente livre. É vazia. E permite o desenvolvimento de um cuidado e compaixão pelas outras pessoas. Como uma doutrina, isto pode ser explicado de forma muito clara, mas é outra coisa – e muito chocante – descobrir isto mesmo a partir de dentro de cada um de nós. Aquilo que a prática do retiro em solidão propicia, e que eu penso que não é possível de outra forma, é a liberdade das distracções e do reforço da confusão das relações interpessoais, e portanto ao longo de um período de tempo, a nossa mente consegue-se abrir muito mais a um nível mais profundo do que aquilo que pensariamos possível.

Falamos muito sobre viver no presente, mas isto não deixa de ser um conceito para a maioria das pessoas. Em retiro, aprendemos na prática a como o fazer. De facto, tal ocorre naturalmente.

E qual é o benefício desse tipo de descoberta?

Nós não nos apercebemos do benefício completo enquanto ainda estamos no retiro. Todo o objectivo à volta do retiro é desenvolver a nossa mente e a nossa atenção para que quando vivemos a nossa vida do dia-a-dia estejamos mais presentes para nós, a nossa vida e para todos os que estão à nossa volta.

Podemos olhar para a prática do retiro como uma prática para desenvolver a compaixão pelos outros. Quando sabemos relaxar no sentido mais profundo de nós próprios, podemos estar disponíveis para os outros de uma forma que nunca seria possível antes, de uma forma que não é motivada pela nossa ambição e padrões de comportamento habituais, mas antes por aquilo que vemos que os outros precisam. Vemos a experiência de vida dos outros, do “seu” ponto de vista. Conseguimos sair de dentro de nós próprios e longe de esta ser uma prática anti-social, a prática do retiro na realidade permite-nos amar os outros de uma forma única muito forte.

A maioria de nós gostaria de poder ser mais gentil para com os outros, mais compassiva e contudo estamos tão embrenhados nos nossos próprios medos e esperanças, nas nossas emoções e nos nossos preconceitos, que simplesmente  não o conseguimos fazer…

Mas através da prática do retiro, aprendemos o caminho para a pessoa que ansiamos ser.

Link para a entrevista original