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A Mensagem dos Tibetanos – Tantra (2/2)

A Mensagem dos Tibetanos – Budismo (1/2)

Em 1963, pela primeira vez, o Dalai Lama permitiu que um Ocidental (Arnaud Desjardins) filmasse o centro do que era a tradição Tibetana. Estes dois filmes foram inicialmente transmitidos na televisão Francesa nos anos 60 e são um testumunho fantástico, revelando alguns dos maiores mestres Tibetanos da altura. Os filmes incluem imagens de Dilgo Khyentse Rinpoche, o Décimo-Sexto Karmapa, Dudjom Rinpoche, Ling Rinpoche, Chatral Rinpoche, Sakya Trizin, e os yogis Abo Rinpoche e Lopon Sonam Zangpo. 

Estes retratos de Mestres Tibetanos lendários não são apenas um registo histórico único, não apenas uma inpiração comovente para hoje e para o futuro, mas um extraordinário testemunho, um tesouro.” Sogyal Rinpoche.

Dilgo Khyentse Rinpoche

Resumindo, esteja onde estiver, faça o que fizer,

Estar sempre consciente e alerta,

Perguntar: “Qual é o estado da minha mente?”

E procurar o bem estar dos outros, esta é a prática de um bodhisattva.

Dilgo Khyentse Rinpoche, “The Heart of Compassion: The Thirty-seven Verses on the Practice of a Bodhisattva

O caminho de um Bodhisattva

Se não conseguirmos conquistar o nosso próprio ódio,

Quanto mais combatemos os inimigos externos, mais eles irão crescer,

Portanto, com o exército do amor e da compaixão,

Disciplinar a nossa mente é a prática de um bodhisattva.

Dilgo Khyentse Rinpoche, “The Heart of Compassion: The Thirty-seven Verses on the Practice of a Bodhisattva

Mente

Tudo aquilo com que lidamos é o fruto da nossa própria mente;

A natureza da mente é primordialmente livre de limitações conceptuais

Reconhecer esta natureza

E não acomodar conceitos de “eu” e o “outro” é  a prática de um bodhisattva.

Dilgo Khyentse Rinpoche, “The Heart of Compassion: The Thirty-seven Verses on the Practice of a Bodhisattva

Meditar na paciência e no amor

Quando alguém te magoar, vê essa pessoa como um gentil professor que te está a mostrar o caminho para  a libertação. Tenta ajudar essa pessoa e nunca te tentes vingar.

Olha com atenção e verás que a pessoa é magoada, a pessoa que magoa e o mal em si que foi feito estão totalmente vazios de qualquer realidade inerente. Confrontado com estas aparências vazias, haverá algo para ganhar ou perder? É tudo como um céu limpo… Reconheçam isso!

Enquanto prestarmos atenção à nossa própria aversão e tentarmos ultrapassar os nossos inimigos externos, mesmo que tenhamos sucesso, inevitavelmente outros inimigos aparecerão no nosso caminho. Mesmo que conseguíssemos destronar todos os nossos inimigos, a nossa aversão apenas iria crescer dentro de nós.

O único inimigo intolerável é a própria aversão. Para derrotar o inimigo que é a aversão, meditem sobre a paciência e a amor até que eles genuinamente se enraízem em vocês.

Dilgo Khyentse Rinpoche, “Teachings on the Nature of Mind and Practice”

As coisas mais importantes em primeiro lugar

Como é que podemos estar em paz com as nossas próprias emoções?

Primeiro temos de focar a nossa mente no que é o poder que podemos retirar do nosso próprio sofrimento. Em vez de o evitarmos ou de o enterrarmos algures num canto recôndito da nossa mente, devemos fazer dele o objecto da nossa meditação, sem contudo nos determos sobre os eventos que causaram esse mesmo sofrimento nem sem revermos frame a frame o filme da nossa vida.

E porque é que é desnecessário neste momento remoermos nas causas distantes do nosso sofrimento?

O Buda ofereceu a seguinte imagem. Irá um homem que foi atingido por uma seta no peito perguntar a si próprio: “De que madeira é feita esta seta? De que aves vêm estas penas? Quem foi o artesão que fez as setas? Seria um bom homem?” Certamente não o faria. A sua primeira preocupação seria retirar a seta do seu peito…

Quando uma emoção dolorosa nos atinge, a coisa mais urgente que temos a fazer é olhá-la de frente e identificar os pensamentos que a despertaram e que a estão a alimentar. Depois ao fixarmos a nossa atenção sobre a própria emoção, podemos dissolvê-la gradualmente como acontece à neve matinal sobre a luz do Sol… Adicionalmente, quando a força da emoção negativa tiver sido sabotada, as causas que a despertaram parecer-nos-ão menos assustadoras e teremos ganho para nós próprios a possibilidade de nos libertarmos de um círculo vicioso de pensamentos negativos…

Matthieu Ricard, “A Guide to Develop Life’s Most Important Skill – Happiness