Imperdível!

Matthieu Ricard vai estar no Porto!

É verdade, o monge budista e intérprete pessoal do Dalai Lama vai estar na cidade do Porto no próximo dia 8 de Março na Fundação Cupertino Miranda a convite da Fundação Kangyur Rinpoche (FKR), numa acção de beneficência.

Não percam esta oportunidade única de apoiar a FKR e conhecer um exemplo vivo de felicidade!

Aguardem por mais detalhes!

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Documentário BBC: “A Vida do Buda”

“500 anos antes de Cristo, um jovem príncipe deixou o seu palácio e partiu numa jornada pelo norte da Índia. As suas experiências tornaram-se uma filosofia que hoje é seguida por mais de 400 milhões de pessoas. No século XVIII arqueólogos ocidentais e exploradores encontraram a pequena cidade de Lumbini no Nepal onde descobriram o local de nascimento do Buda, o que lhes permitiu desvendar os segredos da sua vida. Usando gráficos CGI, o testemunho de peritos e os mais recentes achados arqueológicos, este filme recria a vida de alguém que nunca quis ser venerado como um Deus, mas mudou o curso da História para o Homem e para a busca de uma paz e felicidade eternas.” 

 

O documentário está disponível legendado em português (em 5 partes) todas no YouTube:

Parte 2 

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Grande Obama!

Boas novidades dos EUA onde o Presidente Obama decidiu reunir-se com o Dalai Lama, no próximo dia 18 de Fevereiro!

Mandel Ngan/AFP/Getty Images

Depois de uma primeira tentativa em Outubro do ano passado onde Obama adiou um possível encontro por razões diplomáticas, as pressões feitas pelo Governo Chinês sobre os EUA em vários campos não deram frutos e o encontro com o Dalai Lama vai mesmo acontecer.

Esperemos que o encontro possa contribuir para aumentar a visibilidade das actividades do Dalai Lama e ajudar à preservação do património cultural do Tibete!

Assim é mais fácil meditar… :)

Matthieu Ricard vai ser uma referência frequente por estas paragens…

Não apenas pelo seu trajecto enquanto cientista-biomolecular-parisiense-que-passou-a-monge-budista-nos-Himalaias, mas também pelas magníficas fotografias que foi tirando ao longo desse percurso…

A planície de Jango Thang e o glaciar Jomolhari

Estas imagens acabam por, de alguma forma, reflectir algo sobre o potencial da meditação. Foi aliás este alcance que levou Henri Cartier-Bresson a dizer sobre as suas fotografias,

A vida espiritual de Matthieu e a sua câmara são apenas uma e é daí que surgem estas imagens, efémeras, contudo eternas.

I-Heart

I-Heart Revolution é um movimento que junta pessoas que seguem a mensagem de Jesus, promovido por uma banda de jovens Australianos chamada Hillsong United. É a primeira fase de um projecto com três momentos: (1) um disco chamado “All of the Above“, (2) um documentário chamado “We’re all in this together” que basicamente retrata as viagens da banda por 6 continentes, 42 países e 93 cidades numa jornada multi-cultural de música, animação e entrevistas e finalmente o (3) I-Heart, uma comunidade de pessoas olhando para fora das suas vidas e focando-se nas necessidades dos outros… O movimento pretende ser uma comunidade online com um plano de acção real, partilhando ideias e inspirando à acção… O objectivo é transformar um conjunto de iniciativas locais num projecto de impacto global.

Aqui fica o inspirador vídeo que promove o projecto:

“Quando dois Mestres se encontram”

No início do meu interesse pelo Budismo e pela psicologia, tive uma grande demonstração de como seria difícil integrar estas duas linhas de pensamento. Alguns amigos meus tinham preparado um encontro entre dois proeminentes mestres budistas em casa de um professor de Psicologia da Universidade de Harvard. Os mestres pertenciam a duas escolas Budistas bastante diferentes entre si, que nunca se tinham encontrado e cujas tradições tinham inclusivamente tido muito pouco contacto entre elas nos últimos 1000 anos. Antes do Budismo e da Psicologia ocidental se integrarem numa linha de conhecimento comum, as diferentes escolas budistas teriam de entender entre si. Estávamos prestes a testumunhar o primeiro desses diálogos.

Os mestres, Kalu Rinpoche, um Tibetano de 70 anos, veterano com anos de isolamento em retiro e o mestre Zen Seung Sahn, o primeiro mestre Coreano Zen a ensinar nos Estados Unidos, iriam testar os conhecimentos um do outro relativamente aos ensinamentos do Buda, em benefício dos estudantes ocidentais presentes. Este seria uma espécie de “Combate do Darma” (um encontro entre grandes mentes, aperfeiçoadas por anos de estudo e meditação) e nós aguardávamos com toda a antecipação que tal encontro merecia. Os dois monges entraram com as suas típicas vestes, laranja e vermelho para o monge Tibetano e cinza e preto para o monge Coreano – tendo sido ambos seguidos por um conjunto de monges mais novos, incluindo os seus tradutores. Sentaram-se nas suas almofadas na posição habitual com as pernas cruzadas e o anfitrião esclareceu que o mestre Zen, mais novo, começaria. O lama Tibetano sentou-se, imóvel, com um rosário de madeira (uma “mala”) nas mãos, murmurando continuamente sob o seu respirar “Om mani padme hum“…

O mestre Zen, que começava já a ganhar uma fama pelo seu método de colocar questões aos seus discípulos para os levar a admitir a sua ignorância e a afirmar-lhes “Mantém essa mente “que não sabe”!”, pôs a mão dentro das suas vestes e retirou uma laranja.

O que é isto?” perguntou ele ao lama.

O que é isto?

Esta era uma pergunta inicial típica e conseguíamos senti-lo pronto para responder, fosse qual fosse a resposta… O monge Tibetano manteve-se no entanto imóvel e não fez qualquer movimento para lhe responder…

O que é isto?” insistiu o mestre Zen, segurando a laranja perto do nariz do mestre Tibetano…

Kalu Rinpoche inclinou-se lentamente para o monge tibetano perto dele que servia como tradutor e ambos sussurraram repetidas vezes um ao outro durante alguns minutos. Finalmente, o tradutor dirigiu-se à sala dizendo:

– “Rinpoche diz: “O que é que se passa com ele? Não existem laranjas no sítio de onde ele vem?

O diálogo terminou aí.

Fonte:
http://budismoocidental.blogspot.com/

Bolo de Chocolate

por Lama Thubten Yeshe

Quando eras uma criança adoravas e desejavas bolo de chocolate e pensavas: “Quando eu for da idade dos meus pais, vou ter todo o bolo de chocolate que quiser e, nessa altura, serei feliz.

Mas agora, tens tanto bolo de chocolate disponível e ainda assim estás entediado. Portanto decides que como o bolo de chocolate não te faz feliz, vais comprar um carro, uma casa, uma televisão, encontrar um marido ou uma uma mulher – e então aí serás feliz. Portanto agora tens tudo o que querias, mas tens mais problemas: o carro é um problema, a casa é um problema, o marido ou a mulher são um problema, as crianças são um problema. E apercebes-te: “Oh, isto não me satisfaz…

O Buda ensinou que apenas tens de saber o que és, como existes; apenas isso. Simplesmente entende a tua mente: como é que ela funciona, como é que o apego e o desejo surgem, como é que a ignorância surge, de onde vêm as emoções. É suficiente saber a natureza de tudo isto; só isso dá-te tanta felicidade e paz. A tua vida muda completamente; tudo fica virado do avesso; o que antes interpretavas como horrível torna-se agora bonito…

Como é que se pode entender a mente? Apenas observa como é que a mente percebe ou interpreta qualquer objecto com que ela contacte;  que sentimento – confortável ou desconfortável – surge… Depois verificas: “Quando eu reconheço este ponto de vista, este sentimento surge, aquela emoção aparece, eu reajo de certa forma.” E é assim que se entende a mente, é apenas isto. É muito simples.

Artigo apresentado na revista Tricycle, disponível em: http://www.tricycle.com/ancestors/chocolate-cake