Archive for the ‘ Livros ’ Category

A Vida Emocional do Nosso Cérebro: como os seus padrões únicos afectam a forma como pensamos, sentimos e vivemos – e como os podemos mudar

Este antecipado livro por um dos pioneiros científicos da pesquisa científica sobre o cérebro oferece-nos um novo modelo das nossas emoções: as suas origens, o seu poder e a sua maleabilidade.

Durante trinta anos, Richard Davidson tem sido um pioneiro na pesquisa científica sobre o cérebro. Agora, ele dá-nos um modelo inteiramente novo para entendermos as nossas emoções, assim como estratégias práticas para as mudarmos.

Davidson descobriu que a personalidade é composta por seis estilos emocionais básicos, que incluem resiliência, auto-consciência e atenção. A nossa impressão digital emocional resulta do ponto em que estamos no contínuo de cada um destes estilos. Ele explica-nos a química cerebral que está por detrás de cada estilo para nos dar um novo modelo do cérebro emocional, um que vai tão longe que afectará a forma como tratamos condições como o autismo e a depressão. E, finalmente, ele dá-nos também estratégias que poderemos usar para mudarmos os nossos próprios cérebros e emoções – se isso for o que quisermos fazer.

Co-escrito com a autora de best-sellers Sharon Begley, este original e excitante livro dá-nos uma nova e útil forma de olharmos para nós próprios, de desenvolvermos um sentimento de genuíno bem-estar e de vivermos vidas com mais significado.

Link Amazon para o livro (versão em inglês)

Newsletter do Mind & Life Institute – Inverno de 2011

Já está disponível a newsletter do Inverno de 2011 do Mind & Life Institute!

A newsletter inclui os seguintes tópicos:

  • Carta do novo Presidente do Mind and Life Institute Arthur Zajonc
  • Sumário dos encontros Mind and Life XXIII: Ecology, Ethics and Interdependence
  • Social Media Meets Environmental Action
  • Bolsa Mind and Life Contemplative Studies
  • International Symposia for Contemplative Studies
  • Novo livro do Dalai Lama entitulado “The Mind’s Own Physician
  • Being Human 2012

Link de acesso à newsletter (ficheiro .pdf newsletter)

Mark Williams: Mindfulness

Será que a meditação mindfulness responde a todas as nossas preces? Os benefícios são convincentes: é gratuita, podemos fazê-la em qualquer altura, em qualquer lugar e foi cientificamente demonstrado que funciona. É uma prática reconhecida por aqueles que estão dentro e fora da profissão médica como uma ferramenta útil para melhorar o nosso bem estar mental, assim como para lidarmos com assuntos mais sérios, como a depressão ou distúrbios de ansiedade.

O Professor Mark Williams, uma autoridade em meditação mindfulness, sobe ao púlpito para explorar a ciência por detrás deste fenómeno e olhar para as suas aplicações práticas no nosso dia-a-dia. Ele guia-nos através dos mitos, da realidade e dos benefícios da meditação, analisando como é que tais práticas nos podem ajudar a viver vidas de maior presença, mais produtivas e mais em paz.

Mark Williams é Professor de Psicologia Clínica e Wellcome Principal Research Fellow da Universidade de Oxford. É autor dos best sellers “Mindfulness: A Practical Guide to Finding Peace in a Frantic World” e “‘The Mindful Way through Depression: Freeing yourself from Chronic Unhappiness” (co-autoria com John Teasdale, Zindel Segal e Jon Kabat-Zinn).

Richard Layard: Sobre Felicidade

O aumento da nossa riqueza não nos tem feito mais felizes, aliás as nossas sociedades mais individualistas e competitivas têm nos tornado mais infelizes. Existe demasiada fuga do sofrimento da nossa sociedade e contentamento a menos. Precisamos por isso de encontrar formas melhores de vivermos a nossa vida.

A ideia essencial do “Action For Happiness Movement” é de que para ser feliz, numa sociedade os indivíduos devem retirar a sua felicidade de facto de ajudarem os outros. Ao retirar contundentes provas de estudos científicos, assim como da sabedoria de antigas práticas espirituais e éticas, Richard Layard mostra-nos como é que podemos trabalhar juntos para nos tornamos melhores pais, colegas e cidadãos.

Temos o potencial de criar-mos uma sociedade em que a felicidade da humanidade seja a nossa principal prioridade.

Richard Layard é um economista de renome, fundador do Centro de Performance Económica da London School of Economics, e desde 2000 um membro da House of Lords. Ele é reconhecido especialmente pelo seu trabalho com os conceitos de desemprego e desigualdade e pelo seu mais recente livro Happiness: Lessons from a New Science. Ele é também membro fundador do “Happiness Movement”, que tem como objectivo promover o aumento dos níveis de felicidade na sociedade.

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Daniel Goleman – O Cérebro e a Inteligência Emocional: Novas descobertas

Na última década e meia aconteceram um conjunto de novas descobertas que lançaram luz sobre as dinâmicas da inteligência emocional. Neste livro, Daniel Goleman explica o que é que se sabe sobre as bases cerebrais da Inteligência Emocional, em  termos claros e simples.

Este livro aprofundará os nossos conhecimentos sobre Inteligência Emocional e aumentará a nossa capacidade de os utilizar. Aprenderemos ainda as mais recentes descobertas sobre o cérebro que nos explicarão:

– A Grande Questão que está a ser colocada hoje em dia nos círculos académcios: “Existe uma entidade a que possamos apelidar de “Inteligência Emocional” que seja diferente do QI?”

– O radar ético do cérebro

– As dinâmicas neuronais da creatividade

– Os circuitos do cérebro para a persistência e motivação

– Os estados cerebrais que levam a uma performance óptima e como os podermos melhorar

– O cérebro social: harmonia, ressonância e química inter-pessoal

– Cérebro 2.0 : o nosso cérebro e a Internet

– Os diferentes tipos de empatia e as principais diferenças entre géneros

– O lado negro: sociopatia no trabalho

– Lições neurais para o coaching e o desenvolvimento da inteligência emocional

Link Amazon para o e-book

“Como é que se esquece alguém que se ama?” – Um elogio à impermanência

 

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa – como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece?

Devagar.

É preciso esquecer devagar.

Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência.

O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma.

A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar.

Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in “Último Volume

Ao Encontro de Espinosa

“Ao Encontro de Espinosa”, livro do neurologista português radicado nos EUA, António Damásio, vem encerrar a trilogia iniciada com “O Erro de Descartes” e continuada com “O Sentimento de Si”. Depois de revisitar Descartes e atribuir-lhe o erro de ter defendido a separação entre mente e corpo, Damásio encontra agora Espinosa, que unificou os dois e simultaneamente compreendeu o papel que têm as emoções na sobrevivência da espécie da cultura humana.

Neste novo livro, o neurologista analisa descobertas recentes da sua área de investigação (ele dirige o Departamento de Neurologia da Universidade de Iowa, E. U.) e combina-as com a reflexão em torno da contribuição pioneira do filósofo Espinosa para a ciência moderna.

No seguimento do sucesso dos dois primeiros livros (traduzidos em mais de vinte línguas e estudados pelo mundo fora), o médico e cientista português dá à estampa um novo trabalho científico e humanístico, profundo e, ao mesmo tempo, ao alcance do leitor comum, concentrando as suas investigações nas emoções e sentimentos, e demonstrando que alegria, tristeza, ciúme e temor são pedras de toque de toda a organização social.